Carol Fiora

Carol Fiora

A Artista em Pauta, Carol Fiora, é ilustradora e trabalha com técnicas mistas: acrílica, hachura, pontilhismo, entre outras. Carol uniu a sua experiência como bióloga e retrata com frequencia elementos marinhos e a natureza, as figuras femininas também estão sempre presentes em seus trabalhos, sejam no papel, digital ou murais.

 

Conte um pouco sobre sobre você
Eu nasci na cidade de São Gonçalo (RJ) e cresci em Niterói, onde morei a vida inteira até chegar em São Paulo, em 2017. Minha formação acadêmica não é diretamente ligada à arte, sou bióloga marinha, mas acabo retratando com frequência elementos marinhos e a natureza. Gosto de desenhar desde criança, mas nada muito a fundo também. E só há poucos anos comecei a entender que isso podia ser um trabalho. Acredito que sentir minha potência como mulher me leva a ilustrar com frequência figuras de mulheres e conceitos que nos envolvem, como a natureza. Essa sempre tá presente, implícita ou explicitamente nos meus trabalhos.

 

Como você entrou no universo artístico?
No final do meu mestrado eu comecei a desenhar com mais frequência e aos poucos fui divulgando os desenhos. No final de 2018 criei uma conta no Instagram, sem muita pretensão, mas acabou se tornando uma conta profissional e hoje é uma janela pra novos clientes e contato com outros artistas. Com uma das primeiras remunerações com arte, comprei uma mesa digitalizadora e acabei me apaixonando também pela arte digital. Então hoje atuo com ela, a analógica, murais e tenho aprendido sobre esculturas.

 

Qual é o seu processo de criação? 
Eu não noto exatamente um padrão nos meus processos criativos. Acho engraçado… Tem vezes que a inspiração vem de uma leitura, outras de um filme, muitas vezes de músicas, outras várias por estudos. Percebo que minhas inspirações vêm muito de sentimentos que tenho. Acho que eles são um enorme estímulo pras minhas criações. Muitas vezes tenho uma ideia central, gosto de pensar na técnica e cores que vou usar, aí começo a criar e durante o processo surgem mais ideias. Algo que notei é que quando quero, mas não consigo criar nada, ou nada me agrada, é hora de dar uma pausa, fazer outra coisa, não adianta insistir. Além disso, tem muita coisa que não dá certo mesmo, pode rolar muita tentativa e “erro” no processo, faz parte.

Fotografia: acervo Carol Fiora

Quais são as suas inspirações? 
Uma artista brasileira que admiro muito é a Erica Mizutani. Os trabalhos dela me fazem pensar nas texturas, escalas de tamanhos e cores de uma forma que me estimulam. Além disso, faço minhas pesquisas, busco variar minhas referências entre produções de outros artistas, fotos, livros científicos, arte de rua e exposições em museus. Eu me considero uma pessoa bastante visual, acho que tenho memória fotográfica boa. Então algumas vezes acabo pegando referência em lugar que não espero, alguma planta que encontrei na rua, por exemplo. Muita coisa que vejo e gosto fica armazenada na memória e isso ajuda.

 

Qual é o seu compromisso e suas práticas sustentáveis no momento? 
A preocupação ambiental é uma frequente na minha rotina e não seria diferente no meu trabalho, desde as embalagens que reutilizo pro envio das artes, à busca por baixa produção de lixo, produtos que dou novas funções, por aí vai.

 

Quais são os maiores desafios para você?
Acredito que a parte de ser mil e uma (financeiro, mídias sociais, relacionamento com cliente, etc) é uma das mais difíceis. Porque são funções que demandam tempo, então dá uma reduzida no tempo de produção em si.

Fotografia: acervo Carol Fiora

Você possui algum projeto que possa nos adiantar? 
Tenho me interessado bastante e entrado na parte de esculturas, pretendo me aprofundar mais nisso.

 

Você  leva arte para dentro da casa das pessoas. Como você é isso para você?
Eu me sinto muito tocada quando penso isso. Porque reflito o que a minha casa representa pra mim: ela é meu alívio, meu refúgio e onde amo estar. Acredito que quem quer ter uma arte em casa, também é uma pessoa apaixonada por aquele local e aquilo vai fazer parte da rotina dela. A casa é a expressão de quem mora ali, e como costumo dizer, arte é diálogo. Sinto que estou dialogando com as pessoas, que tem uma troca. É bem especial.

Fotografia: acervo Carol Fiora

 

Fotografia: acervo Carol Fiora

 

Fotografia: acervo Carol Fiora

Conheça mais o trabalho da Carol através do site e Instagram

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