Lina Rinaldis

Lina Rinaldis

Publicado: 17/04/2020

Lina Rinaldis, idealizadora da Cura Que Flua, sempre teve a arte como sua aliada, depois de um período difícil, escolheu o caminho do autoconhecimento e do autocuidado natural e hoje compartilha suas experiências em forma de quadros, com orações ou como amuletos para ambientes, suas peças permeiam entre ilustrações, poesias e uma forte ligação à natureza.

Sobre: Nasci em São Paulo e desde criança gosto de pintar, desenhar e fazer todo tipo de trabalho artesanal. Por muito tempo essa foi minha terapia e hobby, mas não via a arte como uma profissão, apesar de sempre usar alternativas criativas no meu trabalho formal, com eventos corporativos. Depois de um período difícil de depressão e crises de ansiedade, comecei a mergulhar em autoconhecimento e autocuidado natural como uma forma de resgatar minha essência e criança interior. Fiquei alguns meses sem trabalhar e me reaproximei da arte. Livre e espontânea. Percebi que esse era meu propósito de vida e aquilo que tenho de mais sagrado em mim. Meu projeto artístico, Cura que Flua, nasceu a partir dessa busca pessoal que percebi que fazia ainda mais sentido quando espalhada. A arte sempre for minha aliada, desde cedo, para entender e lidar com minhas emoções e, agora, permito que essas criações e reflexões fluam para outras pessoas, inspirando o autocuidado, o autoconhecimento e a reconexão com a Natureza externa e interna de cada um.

Como você entrou nesse universo do feito a mão? Desde criança gosto de criar. Desenhos, colagens, objetos para uso pessoal, músicas, estórias. Mas o universo do “feito a mão” como profissão começou primeiramente com uma loja virtual de acessórios festivos artesanais, que acabei não dando continuidade porque sentia que ainda faltava uma parte de mim, e depois, inteira e realmente em 2018 quando lancei a Cura que Flua.

Qual é o processo de criação das suas peças? O processo varia para cada peça. Tenho séries de ilustrações temáticas que começaram com uma vontade própria de estudar mais a fundo algum assunto (normalmente alguma ferramenta/prática de autoconhecimento: astrologia, medicinas alternativas, yoga, ciclos lunares). Eu queria saber mais sobre algum assunto e isso virava arte. Depois textos. Depois kits de autocuidado. Em outros casos, como os poemas, nem eu sei ao certo qual é o processo. Escrevo sobre as coisas que mais me tocam, às vezes sentada olhando para a parede do meu atelier, às vezes no banho.

Quais são as suas inspirações? Minhas inspirações vem de muitos lugares. Às vezes uma meditação que traz um insight, o formato de uma flor, o cheiro de uma planta, uma música, um amor, uma viagem, uma foto. Tento ser o mais verdadeira possível com aquilo que eu sinto quando entro em contato com algo que me inspira. Aí eu respiro e expresso na forma que vier.

Qual é o seu compromisso e suas práticas sustentáveis no momento? Acredito que as práticas de consciência ambiental já não podem fazer parte, seja em negócios ou vida pessoal, apenas como um pilar. Busco alinhar todo o respeito e a conexão que sinto em relação à natureza com o meu processo criativo da melhor maneira possível. Minimizando desperdícios e reaproveitando materiais, escolhendo fornecedores e matérias-primas adequados e tomando consciência dos impactos inevitáveis para poder cada vez mais diminui-los.

Quais são os maiores desafios para você? processo de criação, atelier, e a rotina administrativa do negócio..Definitivamente gerenciar minhas responsabilidades mais burocráticas e administrativas, tempo de criação específica para projetos e tempo pessoal (ligado também à arte espontânea). Ser uma empresa de uma pessoa só demanda muita organização prática e jogo de cintura para não deixar de cuidar de si. Esse tem sido meu maior desafio.

Você possui algum projeto em vista que possa nos adiantar? Tenho um projeto de publicar um livro artesanal com uma coleção de poesias e ilustrações.

Você leva arte manual para dentro da casa das pessoas. Como você é isso para você? Eu fico simplesmente honrada, além de ficar extremamente feliz e grata quando algumas pessoas me enviam fotos do cantinho pessoal onde colocaram a peça. Como faço alguns quadros com orações ou como amuletos para o ambiente, recebo muitas vezes fotos de altares, espaços pessoais e sagrados, onde essas pessoas dedicam sua energia para aquilo que acreditam. Isso é inexplicável, um sentimento que aquece meu coração. Espero retribuir toda a confiança com muito amor. E arte.

Conheça mais o trabalho da Lina Rinaldis através do Instagram

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Até nossa próxima conversa 😉

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